Affonso Henriques de Lima Barreto.

24 jun

Hoje não recomendo um livro e sim um autor. Lima Barreto é um dos meus favoritos de língua portuguesa, de todos os tempos. Seu texto é apaixonado, sua narrativa emocionante e sua capacidade de retratar a própria época inigualável. Não concordo com aqueles que o opõem a Machado de Assis, prefiro pensar que um complementa o outro ao oferecer um panorama do Brasil imperial e republicano imperdível para quem se interessa por boa literatura e por história. Incompreendido, perseguido e várias vezes confinado ao sistema manicomial, devido à sua adicção ao alcoól e à profunda melancolia que o perseguia sem trégua, Lima Barreto retratou uma extensa galeria de personagens trôpegos, derrotados, quixotescos, impotentes perante o destino e, mesmo assim, profundamente humanos no mais patético dos sentidos. Impossível não identificar-se com Policarpo ou Isaías. Impossível ler e não tomar partido. Impossível não perceber a atualidade de suas análises sobre a política brasileira em Os Bruzundagas. Aqui vai uma lista, para quem jamais leu Lima Barreto:

Triste fim de Policarpo Quaresma.

Recordações do escrivão Isaías Caminha.

Clara dos Anjos.

Os Bruzundangas.

A nova califórnia.

Numa e a ninfa.

E por ai vai… Quem ainda não leu pode começar por Isaías Caminha, que tem um formato um pouco mais convencional e depois se aventurar pelos contos e crônicas ou pelos outros romances. Não vai se arrenpender!

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