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Cantinho da História 100: Gonçalo do Lago e a luta pela liberdade

14 abr

Centésimo episódio da série educativa Cantinho da História, recuperando a trajetória de Gonçalo do Lago em direção à liberdade, chamando à reflexão sobre as lacunas do material didático na representação das identidades negras na História do Brasil.

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15 Respostas to “Cantinho da História 100: Gonçalo do Lago e a luta pela liberdade”

  1. Luiz Fernando C. da Silva abril 20, 2014 às 9:43 pm #

    Prezada professora Anna

    Antes da solicitação, uma breve apresentação: tenho 60 anos e há 4 anos, estou aposentado por invalidez. Minha doença não permite que saia de casa, só para consultas.
    Converso apenas com minha esposa, com quem estou casado há 40 anos.
    Não creio: em deus, nas instituições, nos homens e em mim.
    Não leio jornais ou revistas, não assisto televisão e não ouço rádio.
    Passo meus dias lendo, mas apesar de apreciar a boa leitura, não creio no que leio, pois são homens ou mulheres que escreveram.
    Leio História, Biografias, Geografia, Filosofia, Clássicos e Literatura brasileira e portuguesa. Dos modernos destaco Cioran, Thomas Bernhard, Celine e outros.
    Acredito-me um hipócrita e cínico, pois ainda estou vivo, apesar de toda a miséria que me cerca.
    Nos anos 70 cursei História na UFF/RJ.
    Agora a questão ou melhor, as questões: tenho deparado-me, nos últimos anos, com o aparecimento cada vez maior de jornalistas escrevendo e vendendo bem, chega a casa de 100 mil exemplares vendidos cada volume, livros sobre história. Pergunto-lhe: os historiadores não sabem contar História? A segunda questão é: apesar de já ter lido a definição em um dicionário de filosofia, recorrido ao “Google”, na prática fico confuso com os conceitos de: ontologia, fenomenologia, epistemologia e ontologia fenomenológica, na obra ‘O Ser e o Nada’ de Sartre.
    Por fim, a senhora, nos vídeos sobre a escravidão no Brasil, não citou a obra do Jacob Gorander, algum comentário?
    Seus vídeos são ótimos, a senhora apresenta-os de forma didática, é muito tranquila ao expor seus temas e passa segurança, fica visível o domínio do tema e o seu conhecimento.
    Permita-me lembrar Carlos Imperial, que era o locutor oficial da apuração das Escolas de Samba na cidade do Rio de Janeiro. Quanto a Escola ganhava a nota máxima num quesito ele berrava ao microfone: ” Dez! Nota Dez”. Sinta-se homenageada, pelo saudoso Carlos Imperial.
    Sou “carioca da gema” isto é nascido na cidade do Rio de Janeiro capital do antigo estado da Guanabara. Desde 1990, resido em Brasília.
    Já assisti a todos os seus vídeos, aguardo com muita ansiedade o próximo.
    A senhora, em um de seus vídeos elogiou muito uma professora, se não me engano de nome Denise. Na faculdade tive uma parecida, responsável pela cadeira História Antiga do Oriente. Dizia eu para ela e para a senhora: ” Esplendorosa! Dez!”
    Cordialmente
    Luiz

    • annagicelle abril 21, 2014 às 1:24 pm #

      Agradeço muito seu comentário Luiz, significa muito para mim receber um retorno positivo. Suas perguntas são complexas, e vou responder um pouco por aqui. Não cito o Gorender porque não considero a obra dele sobre escravidão como uma fonte adequada. Gorender jamais pesquisou documentos e preferiu criticar de forma bastante leviana a historiografia que eu defendo. O livro sobre “escravismo colonial” segue alguns clichês do marxismo ortodoxo sem perceber que muitas de suas interpretações são anacrônicas. O que é uma pena porque considero o Gorender um exemplo positivo de autodidatismo e trajetória não-acadêmica. Sobre os jornalistas que enriquecem vendendo versões simplificadas e de fácil digestão sobre a História, muito se poderia dizer, mas existe uma política das editoras de favorecer esse tipo de publicação, incentivando o público a consumir a literatura como outro produto qualquer e publicando as obras acadêmicas sem grande tiragem ou divulgação. Conheço professores que escrevem muito bem, mas que não tem visibilidade na mídia. Escrever bem não implica necessariamente em escrever fácil e a nossa cultura de massas incentiva o fácil, imediato e de compreensão rasa. O que é lastimável, perdemos todos nesse processo. Quanto à questão do Sartre, vou responder em vídeo, pode levar em torno de um mês para ficar pronto, mas me parece mais adequado. Um grande abraço!!!!

  2. Luiz Fernando C. da Silva abril 21, 2014 às 8:56 pm #

    Prezada professora Anna

    Hoje, eu e minha esposa falávamos sobre o meu interesse em seus vídeos. A principio, minha esposa acreditava que por sua voz ser parecida com a de minha médica, a quem admiro e devo muito, pois ela não cobra minhas consultas e ainda doa-me os remédios dos quais preciso, que são muito caros. Tomo treze medicamentos diferentes, com o valor do benefício: pensão por auxílio doença” não poderia nem frequentá-la, nem tomar os remédios. Ela diz: ” o senhor não me deve nada, pois quando o atendo fico um pouco mais culta, com as suas referências e exposições”.

    Mas, quanto a senhora disse para minha esposa: ” admiro a professora Anna, pelo seu conhecimento e pela forma séria como os transmite. Gosto, porque a senhora não afirma: “é isto”. Sempre nos remete às leituras. Esse é meu pensamento! Ler os autores pró e contra e nós tirarmos nossas conclusões.

    Perdoe-me, não conheço a sua posição, mas não gosto de críticos. Quem tem que fazer a crítica sou eu. Um livro é um, quanto o leio hoje e outro quando leio amanhã.

    Wittgenstein definiu muito bem o problema da palavra, do significado, do significante, da realidade.

    Pelo visto, a senhora já reparou que gosto de escrever, comunicar, afinal, como diz minha médica, o homem precisa da comunicação e como só tenho minha esposa, que faz um grande esforço para acompanhar-me, ela foi professora primária, como ela diz:”pensei que entendia um pouco de Pedagogia, mas você com tudo que me expõe…”

    E aí, que lhe digo: “você está equivocada, pois nada sei. Seria muita pretensão minha dizer que sei algo, quando leio um Victor Hugo, ‘Os Miseráveis’, ‘O Homem que ri’ ou um Tolstói, ‘Guerra e Paz’, ‘Padre Sérgio’ ou Samuel Beckett, Joyce.

    Nada sei, afirmo e agora sou, apenas um monte de pele que cobre vísceras, fezes, pus, sangue, à espera da morte, finalmente.

    Enquanto ela não chega digo com grande orgulho: “passo meus dias lendo e à noite assistindo-a”.

    Desejo-lhe saúde, paz e êxito.

    Parabéns, mais uma vez.

    E muito obrigado pela atenção para comigo.
    Fraternalmente
    Luiz

    • annagicelle abril 21, 2014 às 11:08 pm #

      Eu é que agradeço Luiz, e fico feliz de poder dialogar!!!! Um grande abraço!!!

  3. Luiz Fernando C. da Silva abril 23, 2014 às 9:16 pm #

    Prezada professora Anna

    Não querendo abusar da sua boa vontade, mas abusando, solicito que ao tratar de Sartre em ‘O ser e o nada’, inclua, por gentileza: os conceitos de: “reificação” e “deificação”.

    Submeto, ainda, para sua análise a seguinte questão: Joachim Fest em sua biografia de Hitler afirma que: ” ele (Hitler) não soube ler a história….”. Evidentemente, que o autor não cita só este problema, há uma lista de erros de avaliação cometidos por Hitler. Mas, analise, como historiadora, em particular esse.

    Mas uma questão: qual o tamanho do estrago para as esquerdas, notadamente, o PCI e PCF, após a denúncia de Nikita Khrushchov?

    Continuemos na URSS. A senhora acredita que, apenas com a atuação de um homem, Gorbachev, com a sua glasnot (plano político) e a perestroica (plano economico) fez ruir o leste europeu. Parte da Europa tão desejada por dois sonhadores: Napoleão e Hitler?

    Sou inconveniente, mas não tenho pressa, quando puder responda-me, se quiser, evidentemente.
    Fraternalmente
    Luiz

    • annagicelle abril 23, 2014 às 11:19 pm #

      Nossa, quanta coisa!!!! Vou encaixando aqui e ali ok? Um abraço!!!!!

  4. Luiz Fernando C. da Silva abril 24, 2014 às 8:48 pm #

    Prezada professora Anna

    Com relação à pergunta sobre o Gobachev, penso, talvez de forma errada, que a estratégia dele coincidiu com a crise vivida pelos países emergentes, todos da América Latina, Central e os que formam o Bric, hoje.
    Não sei, posso estar cometendo um erro.
    Não tenho Facebook, mas gostaria de informar-lhe, qual a minha doença. Entretanto, não sinto-me confortável de a expor neste espaço. Caso a senhora tenha uma alternativa!
    Fraternalmente
    Luiz

    • annagicelle abril 25, 2014 às 1:15 am #

      Oi Luiz, é bastante pertinente pensar que a crise dos anos 70-80 desgastou demais a economia soviética (assim como a ocupação do Afeganistão). A derrocada se deu, nesse sentido por um conjunto bem vasto de circunstâncias. Gorbachev foi amplamente sabotado ao tentar realizar suas reformas e a aliança entre Ronald Reagan e o papa Wojtila fez uma pressão política e econômica imensa na já frágil situação soviética. Com relação aos comentários aqui no blog, é complicado mesmo discutir assuntos mais privados pela internet, vou ver se existe algum espaço para mensagens reservadas e depois entro em contato. Um abraço!!!

    • annagicelle abril 26, 2014 às 3:23 pm #

      Oi Luiz, não consegui descobrir nenhum lugar aqui no wordpress para mensagens pessoais, então vou passar a você um e-mail annagicellegarciaalaniz@gmail.com que é de uso mais público e você pode me contatar por ali. Um abraço!!!

  5. Luiz Fernando C. da Silva abril 26, 2014 às 9:57 pm #

    Prezada professora Anna

    Seus vídeos são muito bons. Deveria tê-los assistido com mais vagar e assim, ainda, teria muitos por assistir. Mas, confesso que realmente fui com sede ao pote e agora o que faço é revê-los e aí descubro que: não consegui anotar os autores: dos Evangelhos Apócrifos e de O Peregrino.

    Uma dúvida: quando a senhora citou a vasta bibliografia sobre a África e os escravos, no Brasil, não incluiu a obra de Alberto da Costa e Silva ‘ Da enxada à lança’ e não comentou que na África havia escravidão de negros por outros negros, para que esses fossem vendidos para o tráfego. Havia ainda, se não estou enganado, a figura do Chacha, reconhecido pelos brancos e que mediava as trocas de negros por produtos.

    A escravidão na de negros a outros negros na África era violenta.

    Aqui no Brasil negros também escravizaram negros, com crueldade.

    A sua consideração.
    Fraternalmente
    Luiz
    PS: Anotei seu e-mail e em breve escreverei.
    Alguns livros indicados, só me fazem ficar com água na boca. Afinal recebendo pensão por invalidez do INSS, fica impossível pagar, por exemplo R$ 185,00 num livro: ‘A bíblia não tinha razão’. Penso que é uma perversidade as editora nos deixar a mercê dos sebos. Se o livro esgotou, é porque vendeu, que se reedite, talvez em menor tiragem.
    Sua indicações são ótimas! Mas a mim resta só admirá-las.

    • annagicelle abril 26, 2014 às 11:09 pm #

      Compreendo seu dilema Luiz, eu levei mais de trinta anos reunindo a biblioteca e muitos dos volumes que mostro compro em promoções ou usando bônus de cartões de créditos, outros ganho de parentes (há uma década que já todos aceitaram que aniversário e ano novo são momentos para dar-me livros). Não sei se teríamos um terço do que temos se fôssemos pagar o preço da editora para cada livro. Meu marido é frequentador contumaz de sebos (on-line e presencialmente também) o que facilita muita coisa. E, ao contrário de outras mulheres, eu possuo apenas nove pares de calçados (4 sapatos, 2 tênis, 1 sandália, 1 pantufa, 1 chinelo) e sempre estou devendo em torno de trezentos reais em livros no cartão de crédito, quando quito uma parcela já fiz mais dois parcelamentos…
      Com relação aos seus toques sobre escravidão, há muitos autores que desconheço porque a produção é muito vasta, e o tempo dos vídeos nem sempre é suficiente para abordar todos os detalhes, por isso os comentários são tão importantes, porque quando vocês trazem mais títulos, acrescentam muito ao meu trabalho.
      O autor do Peregrino é John Bunyan, os apócrifos tem organizadores e tradutores, mas não autores, se você der uma busca na internet deve encontrar os dados.
      Um abraço!!!

      • Luiz Fernando C. da Silva abril 28, 2014 às 9:26 pm #

        Prezada professora Anna

        Não sei se a senhora leu minha mensagem.

        Hoje na consulta minha médica afirmava que os loucos não são 100% loucos. Que há verdades que precisam ser ouvidas. Entretanto, a sociedade, por preconceito, prefere isola-lo, não ouvir o que ele tem para dizer. Diferentemente do paranoico.

        Nos 40 anos de clínica ela já aprendeu ou pelo menos passou a escutar mais o que tinham para dizer os loucos.

        Espero, sinceramente, que a senhora não tenha ficado aborrecida com minha mensagem. Só a enviei, porque passei a ter uma relação de confiança na senhora. De toda sorte se a importunei, peço-lhe desculpas.
        Fraternalmente
        Luiz

      • annagicelle abril 29, 2014 às 4:40 pm #

        Oi Luiz, agora que eu não entendi mesmo rsrsrsrs.
        Não fiquei aborrecida de modo algum com a sua mensagem, minha resposta foi mais para compartilhar a experiência de quem ama livros mas não tem dinheiro suficiente para comprá-los quando precisa ou quer. Muitas vezes precisei esperar uma década para ter um livro que desejava e por isso dou muito valor a cada um e ao sacrifício que fizemos para tê-los. Quando conto esses fatos é para mostrar que o sacrifício valeu a pena e que se hoje eu posso mostrar esses livros é porque existe uma história de vida por trás de cada um. A nossa não é uma conversa de loucos, e eu nem me incomodaria se fosse, mas é um discurso fragmentado devido ao caráter abrupto das comunicações na internet. Um grande abraço!!!!

  6. Luiz Fernando C. da Silva abril 29, 2014 às 8:40 pm #

    Prezada professora Anna

    Não indago sobre a minha mensagem postada aqui, mas aquela que lhe enviei para o seu g-mail.

    A minha indagação é sobre a mensagem enviada para o seu endereço eletrônico.. Portanto, estou desconsiderando sua resposta sobre livros.

    Não tenho absolutamente nada contra a sua prática de compra de livros. Afinal, se a senhora ler minha mensagem, no g-mail, entenderá, que nos bons tempos comprava muitos livros, inclusive importados de Portugal. Tenho uma biblioteca considerável, mais ou menos 3 000 livros.

    Por favor esqueça o tema livros e, por gentileza, leia minha mensagem, no seu g-mail.
    Fraternalmente
    Luiz

    • annagicelle abril 29, 2014 às 9:52 pm #

      Olá Luiz, o gmail havia jogado sua mensagem na pasta de spam, por isso demorei um pouco para encontrá-la. Já respondi por lá. Um abraço, Anna.

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