Cantinho da História do Brasil 1: Voto

11 nov

       Primeiro episódio na nova etapa do projeto educativo Cantinho da História, agora abordando exclusivamente História do Brasil. Neste vídeo discutindo a evolução histórica do voto em nosso país.

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2 Respostas to “Cantinho da História do Brasil 1: Voto”

  1. Felipe Matos novembro 12, 2014 às 12:58 am #

    Boa noite Professora !

    Este é um tema que gosto muito de estudar, a política em geral, é matéria para entender o desenrolar de vários outros aspectos dos acontecimentos de toda uma sociedade não só no Brasil, mas em todo o mundo.

    Sua aula sobre o processo histórico do voto, foi excelente ! Deixa muito claro que o voto sempre existiu de acordo com o processo político do momento , obedecendo leis que determinavam como e quem eram as pessoas que votavam. Isso ocorreu, nas mais diversas formas desde o período colonial até o modelo que temos hoje….

    Agora sobre as representações que o voto possui, é predominante que ele registre e cumpra a vontade de uma maioria, elegendo um candidato que possa representar aqueles ideais defendidos, seja por convenção partidária ou por apresentação de propostas. Essa representação também foi muito bem explicada pela senhora no vídeo, onde sabemos que os representantes da Câmara e do Senado além do Executivo, estão defendendo as bandeiras daqueles que o elegeram… Ou deveriam defender, correto ?

    O último processo político que tivemos, realmente foi sobretudo de baixíssimo nível, por parte das propagandas partidárias e por parte também das pessoas que trocaram ofensas baseadas em boatos sem qualquer fundamento, principalmente através das redes sociais, o que também foi abordado pela senhora no vídeo. De lado a lado, o apelo e as acusações partidárias ultrapassaram os limites da paciência, debates que na verdade eram vencidos, não pelo candidato que apresentasse maiores e melhores propostas para as diversas e urgentes pastas que o país possuí, mas por aquele que atacasse mais os escândalos do governo alheio, enfim para mim este é um sistema de “desespero pelo poder” que já não me estimula como eleitor acreditar que podemos melhorar, mas sim me amedronta!

    Me permita descordar da senhora, pois penso que a continuidade da base governista que temos, em breve completará 16 anos na situação, só aumenta a distância para solucionarmos por exemplo, os mega-escândalos de corrupção, que acontecem principalmente pelo aparelhamento do estado realizado pela base governista e de seus principais aliados, ou que tenhamos leis e recursos jurídicos tão brandos nos casos de corrupção . Não concordo com o “conformismo” se assim podemos chamar, com que aceitamos a corrupção em todas as esferas do poder, seja por que isso já existe desde o tempo da colonia, ou por que governos anteriores também tiveram esquemas corruptos e não foram investigados, ou que em outros países ditos rigorosos a corrupção esteja avançando…. É preciso mudar esta ideia, para que possamos ter um governo realmente mais justo , que puna outros crimes na sociedade com mais rigor, é preciso fazer principalmente daqueles que estão em Brasília serem os exemplos para toda uma sociedade…

    Para finalizar, pergunto como a senhora entende que reformas e mudanças podem ocorrer neste cenário ? Onde a desconfiança e a incerteza estão presentes ? Como acreditar que governo e oposição que parecem lutar para ver com quem fica a maior parte do “bolo”, levarão discussões tão sérias a níveis de debates e votações populares?

    Abraço Professora !

    • annagicelle novembro 12, 2014 às 10:40 am #

      Bom dia Felipe! Suas preocupações e comentários são absolutamente pertinentes e concordo em parte com suas críticas. Uma das minhas preocupações maiores é que hoje em todo o planeta, não existe um único sistema de governo ou conjunto de governantes que esteja à altura do desafio que constitui construir uma sociedade mais justa, na plena acepção do termo. No nosso caso, o maior problema é que se fala muito em “aparelhamento do Estado” quando o governo é do PT, como se as classes dominantes no Brasil não tivessem usado e abusado do Estado, colocando seus filhos e asseclas por centenas de anos. Veja o Judiciário por exemplo, que é uma casta em que os sobrenomes se perpetuam por várias gerações. O maior fator de indignação que perpassa a sociedade hoje (e que está sendo explorado da maneira mais canalha visando a despolitização dos processos e dos cidadãos) é essa “indignação” contra a corrupção, partindo de pessoas que sonegam impostos, fraudam a previdência, dirigem carros depois de consumir álcool e/ou entorpecentes, bem como praticam atos de intolerância e preconceito diariamente, violando leis e princípios básicos de convivência. Não é apenas o fato de só lembrar da avó quando precisa furar a fila no banco, é principalmente o fato de acreditar que por ser de um determinado meio social, tem mais direito ao país, ao Estado e à vida. Essa percepção distorcida da cidadania está por trás de toda a violência explícita e implícita em nosso cotidiano e acaba se refletindo no processo eleitoral. Eu não sou tolerante com a corrupção, pelo contrário, nem caixinha para o carteiro eu dou nas festas de fim de ano, porque acredito que quem recebe salário tem a obrigação de desempenhar seu trabalho da maneira mais adequada. Mas me recuso a abraçar esse discurso fascistoide de “crime e castigo” que anda solto por aí. Penso que nosso maior desafio neste momento seja criar agências reguladoras que funcionem, reformar as que já existem para incorporar uma ação mais efetiva da sociedade civil na fiscalização do sistema. As saídas totalitaristas que estão se desenhando em alguns países europeus me apavoram e o perfil de algumas figuras públicas brasileiras que flertam com soluções genocidas também. Cheguei a uma idade em que tenho plena consciência de que não verei o mundo melhorar ainda em vida e estou longe de ser conformista, mas ter uma visão histórica dos processos sociais, não implica em concordar com seus resultados, apenas significa que eu não me iludo mais com discursos moralistas. Gostei muito do seu comentário e da oportunidade para estabelecer um diálogo. Um grande abraço!!!! 🙂

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