Sobre.

Estou aqui para compartilhar meu amor pelo conhecimento, discutir assuntos de atualidade, um pouco do meu trabalho como historiadora e meus livros, filmes e músicas prediletos.

 

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33 Respostas to “Sobre.”

  1. Carlos Nascimento dezembro 6, 2014 às 3:15 am #

    Professora, boa noite!

    Tenho muito prazer em assistir aos seus comentários aqui no “Cantinho da História”. É óbvio que não concordo com tudo que a senhora diz. Mas, respeito e aprecio o contraditório: creio que o homem se faz, também, por isso. Tenho uma sugestão quanto a questão do áudio: não poderia ser mais alto?

    Muito grato, pela dedicação e espírito empreendedor em relação à história do homem.

    Carlos Nascimento

    Prof. da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia

    • annagicelle fevereiro 23, 2015 às 9:14 pm #

      Oi Carlos, desculpe a demora em responder, obrigada por sua mensagem, meu problema com o áudio se devem ao caráter amadorístico da filmagem. Para melhorar deveria ter um microfone profissional e isolamento acústico. De momento não tenho muita alternativa de melhoras. 🙂

      • José Afonso março 31, 2016 às 8:36 pm #

        De qualquer forma, a qualidade dos conteúdos, a prudência nas abordagens e a generosidade intelectual se sobrepõe aos detalhes técnicos.

  2. Jesse da Silva Bechtlufft abril 18, 2015 às 7:02 pm #

    Boa tarde, professora!
    Eu queria saber se existe a possibilidade de você falar sobre o texto de Giovanni Arrighi, O longo século xx, sobre a questão de hegemonia e dominação. Eu faço Geografia na UERJ e admiro muito seu trabalho.

    • annagicelle abril 19, 2015 às 1:58 pm #

      Obrigada pelo carinho Jessé 🙂 Vou anotar o texto na lista e ver se consigo um exemplar. Pode demorar um pouco. 🙂 Obrigada pela sugestão.

  3. Júlio Bessa maio 24, 2015 às 7:51 pm #

    Prezada Anna,

    Sou ignorante em história e ser ignorante é um grande perigo pois podemos ser presa fácil para uma boa cantada intelectual. Sou seu fã e, falhos que todos somos, se você cair num buraco eu vou atrás e caio também…rs. Mas não importa, meu sexto sentido me diz que você tem muito a contribuir e é do bem, o que é muito importante.

    Já fiz propaganda sua pro Mário Sérgio Cortella, de quem primeiro puxei as orelhas quando ele falou bobagem no Jornal da Cultura. Depois ele tornou a falar bobagem e desta vez eu rasguei a chita com ele e ele não respondeu. Eu disse que tudo me indicava que ele é um intelectual a serviço do stablishment.

    Achei ótimo quando revi um dia desses no Youtube uma entrevista (acho que de 1996 ou 98) do saudoso Milton Santos no Roda VIva quando ele falou dos “intelectuais” do CEBRAP, numa crítica a FHC, que tiveram seus estudos financiados durante a ditadura, e falou do livro “A Traição dos Intelectuais”. Deu vontade de indicar ao Cortella mas não vou perder meu tempo com ele, de quem eu era fã e hoje acho um grande babaca, se me permite o termo.

    Falei de você também pro Leandro Karnall da Unicamp. Deste eu gosto mais pois é bem azedo nas análises e “corta feito faca a carne de vocês…” (Belchior). Comungo com ele a ideia citada de algum filósofo que agora não lembro o nome, de que o projeto da humanidade é um projeto falido. Sinceramente não vejo esperanças para o mundo.

    Adoraria me organizar melhor para estudar história, filosofia, ciência, astronomia, etc e tal. Perdi muito tempo na vida com coisas inúteis e agora com 50 fico perplexo com minha ignorância mas enfim….agora é juntar os cacos e tentar montar ao menos um copo para não morrer de sede até vestir o paletó de madeira.

    Gostaria de duas (várias) coisas:

    1. Assisti a um vídeo muito bom chamado “Chomsky e Cia”, produzido por uma equipe de reportagem da França (passa da TV Escola e deve estar no Youtube) sobre este filósofo norte-americano que dizia acreditar na forma de um Estado parecido com o que seria aquele composto pelos “Sovietes” autênticos e disse que Lênin e Trotsky é que destruíram os verdadeiros “Sovietes”. Ele dizia (não sei a data do vídeo) que o futuro estava na América Latina em que os trabalhadores estavam tomando o poder (mostra a as revoltas da Bolívia que imagino que foram as que culminaram na eleição do Evo Morales, e por tabela o Brasil com o PT das primeiras horas). Ele fala da analogia da gaiola, que você certamente conhece. Que não tinha jeito, que a gaiola era o Estado a nos proteger das corporações predadoras, e que o certo era se alargar a gaiola e não sair dela, pois seríamos devorados pelos lobos. Essa analogia da gaiola foi mesmo desenvolvida na América Latina? Imagino que o Chomsky, como todos nós, deve ter se decepcionado com o rumo das nossas esquerdas latinas, não?

    Pergunta: Você poderia nos falar sobre os “Sovietes” e também sobre sua impressão sobre o Chomsky?

    2. Passei a assistir diariamente ao Jornal da Cultura, mais por causa dos analistas que comentam as notícias. Sou fã do Marco Antônio Villa (se ele tiver algum podre, me avise, tá?) mas como o âncora é o William Correia, cria do Dr.Roberto, não dá para esperar muita coisa. Como dizia o Chico Anysio, acaba sendo um tipo de “imprensa marrom,,,,,marrom glacê”. Já escrevi isso e não me responderam.

    De vez em quando aparecem uns ETs na bancada, certamente atendendo a algum interesse espúrio dos bastidores que me revoltam. Outro dia veio o Washington Olivetto, fazer o quê, não sei. Aí ele quis dar uma de gostoso dizendo que tem por princípio não celebrar contrato com os governos e que no Natal faz campanha publicitária gratuita para o Hospital do Câncer de Ribeirão Preto. Ahhh…..não tive dúvida: estava com o twitter ligado e sapequei na hora: “De que adianta fazer caridade no Natal e passar o ano inteiro vendendo lata de merda com sabor goiabada?” Pergunta se responderam.

    Ando meio cansado, mas preciso me manter atualizado com as manobras políticas e a crítica econômica. Eu sei que há blogs excelentes na web mas são de guerreiros solitários e acabam ficando desatualizados. Eu imagino que manter um blog diário deva ser algo caro.

    Pergunta: Você conhece algum blog/jornal alternativo para nos mantermos atualizados sobre o dia-a-dia sem ter que engolir muito lixo? Lixo nenhum deve ser impossível…

    Grande abraço e parabéns pelo seu trabalho voluntário. Adoro a frase que diz: “Não há nada mais forte que o coração de um voluntário”.

    Júlio Bessa
    Brasília-DF

    • annagicelle maio 25, 2015 às 12:25 pm #

      Bom dia Júlio 🙂 Obrigada pela sua mensagem, vejo que você aproveita bastante os recursos da internet para interagir com quem produz e divulga conhecimento. Sobre os professores daqui que você mencionou, não me cabe comentar porque seria uma falta de ética, a minha opinião sobre cada um deles é algo pessoal e eu respeito o trabalho de todos, mesmo quando não concordo com algumas atitudes. Mas eu diria que o Karnal é (dos três) o mais consistente do ponto de vista intelectual. 🙂 Gosto do Chomsky e já assisti muito material sobre ele no YouTube, além do fato de que meu marido tem vários livros dele aqui em casa. Eu sou comunista, e embora tenha uma certa afinidade leninista, considero as críticas do Chomsky pertinentes. Mas não sei se o modelo anarquista de sociedade que ele propõe é factível em sociedades com o nível de complexidade que nós vivemos. A presença do Estado, por mais perniciosa que seja, ainda é uma garantia de mediação nas relações humanas, o exemplo que sempre dou para quem prega a extinção do Estado é a Somália. Sem a mediação do Estado, é a lei do mais forte, de quem tem armas, poder e homens para impor sua vontade. A humanidade dificilmente teria condições de evoluir para sociedades igualitárias por vontade própria, sem a regulação das instâncias republicanas. Eu sempre fui uma grande fã do Prof. Milton Santos, que conheci pelos corredores da USP e que sempre era muito gentil com todos nós. Foi uma grande perda porque homens daquela dimensão humanista e inteligência brilhante são muito raros. Vou anotar suas sugestões e ver se consigo viabilizar, mas pode demorar um pouco porque minha produção é totalmente amadorística e depende da disponibilidade que posso arrancar às tarefas diárias. Uma sugestão que dou é que você não crie expectativas em relação a nenhum de nós, tanto eu quanto meus colegas mais bem sucedidos (com empregos e visibilidade na mídia) somos humanos e passíveis de críticas de todos os tipos. Se você está interessado em formar suas convicções leia muito, pesquise e não dependa da opinião dos blogueiros. É sempre uma grande temeridade pautar-se pela cabeça de outras pessoas, é necessário que você tenha autonomia sempre. Aliás, como eu sempre dizia aos meus alunos: não confie nem em mim, vá checar o que estou dizendo e só se convença de uma informação quando conseguir confirmar através de uma terceira ou quarta fonte. Dá trabalho, mas vale a pena 🙂 porque a verdadeira liberdade é a do pensamento, todas as outras estão sujeitas às normas sociais, mas na sua cabeça quem deve ser o protagonista do diálogo é você!! Um grande abraço 🙂

      • Julio Bessa maio 26, 2015 às 2:19 am #

        Oi Anna,

        Neste video o Chomsky fala exatamente isso que vc disse. O Estado como unica fonte de defesa da populacao contra as corporacoes predadoras. Por isso a gaiola a nos defender dos lobos. Ele fala da importancia de se alargar essa gaiola ao inves de elimina-la pois seriamos devorados, mas nao houve tempo suficiente no documentario para ele discorrer sobre como se daria essa ampliacao do Estado sem interferir na vida das pessoas. Penso que no Brasil instituicoes como as agencias reguladoras e o ministerio publico sao um aspecto positivo nesse contexto mas a lei das palmadas nao (o Luiz Felipe Ponde que o diga…..ele fica louco com a excessiva presenca do Estado) Mas o Chomsky fala tambem que acredita que o ideal seria os trabalhadores repartirem entre si a gerencia do processo. Como os sovietes foram abafados nao foi possivel avaliar sua eficacia. Um analista frances mais a frente no video “mais ou menos” define o Chomsky algo como um “anarco-socialista”. Para Chomsky, na epoca do documentario, a ideia da gaiola era a melhor alternativa.

        No JC tem bons comentaristas, alguns professores da USP como vc. Gosto da
        Arlene Clemesha. Quando calha dela e o Ponde estarem no mesmo programa as vezes se engalfinham pois ele eh especialista em historia das religioes. Entao o embate de ideias eh muito positivo. Tem o Saldiva tb. Gosto muito dele. Enfim, adoraria que nossos dias tivessem umas 40 horas, tantas as coisas a aprender.

        Tem uma otima do Milton Santos: numa entrevista para o Boris Casoy em que o jornalista desnuda a tipica vaidade e presuncao desta classe ele afirma: “intelectual nao tem patrao”. Ahhh….o Boris nao deixou ele desenvolver a ideia e, para nao sair chamuscado, chamou logo o intervalo.

        Entendo o pouco tempo que vc tem. Acho ate que ja se dedica por demais.

        Grande abraço.

        Julio

        PS- desculpe os erros de digitacao. Sao. 23h e estou deitado e ja bem cansado com o tablet.

      • annagicelle maio 26, 2015 às 11:56 am #

        Bom dia, Júlio! Só para evitar mal-entendidos: eu fiz a minha pós-graduação na USP, mas não sou professora de lá. Esse tipo de privilégio é para poucos. 🙂 Sou uma pessoa simples, com uma vida simples e, embora esteja sempre à procura de uma colocação porque preciso sobreviver, o mundo acadêmico não tem espaço para todos nós. 🙂

  4. Julio Bessa junho 13, 2015 às 1:50 am #

    Oi Anna. Achei o documentário sobre o Chomsky sobre o qual falei. É muito bom, vale a pena. Está no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=IHSe9FRGpJU. Abraço.

  5. M. White setembro 5, 2015 às 6:59 pm #

    Olá, professora. Sempre que posso estou acompanhando suas aulas. A senhora poderia falar sobre o conceito de práticas e representações em Roger Chartier? Fico Grata.

    Kamila

    • annagicelle setembro 6, 2015 às 5:35 pm #

      Oi Kamila, obrigada pela sugestão, vou anotar mas não prometo nada para breve porque estou dando preferência a temas ligados a História do Brasil. Um abraço 🙂

  6. Rebeca Alves de Souza Garcia janeiro 20, 2016 às 4:13 am #

    Prezada Professora Anna,

    O meu primeiro contato com as aulas da senhora ocorreu através do youtube, quando eu procurava, por curiosidade própria, algo sólido sobre a Joana Darc.
    Por coincidência, eu me identifiquei muito com a apresentação que a senhora realiza a respeito da história e, sem se distanciar da crítica história (aspecto importante) não menospreza fatos históricos, documentários e fontes.
    Acabei assistindo, assim, quase que uns 15 vídeos da senhora em um só dia de tanto que gostei. Praticamente fiquei viciada no seu canal especialmente porque atualmente, eu faço Doutorado em Direito Previdenciário, na Puc-sp e, minha ideia é trazer no meu trabalho uma interpretação história sobre o Direito. As suas aulas me trouxeram muita inspiração.

    O lado ruim é que, agora, todo tema histórico que me deparo, seja um documentário, um filme ou mesmo um artigo que escrevo, eu sinto falta de saber qual seria a abordagem da professora.
    Admiro muito a iniciativa da professora em colocar a disposição um grande números de vídeo aulas e, sem querer abusar da gentileza e senso de comunidade manifestamente demonstrado pela professora, gostaria de pedir licença para fazer um pedido: quando for possível eu gostaria de assistir uma vídeo aula da senhora sobre o processo da Revolução Francesa. Imagino que um tema desses talvez requeira mais de um vídeo, mas eu acredito que os fãs da professora (como eu) ficarão extremamente felizes em assistir.

    Explico a minha curiosidade: eu assisti recentemente (apesar de já ser um pouco velho) o filme “Danton”, com o Gerard Depardieu, onde eles abordam um dos períodos revolucionários que ainda não me é muito claro, pois os livros didáticos abordam mais a queda da bastilha, a rivalidade entre jacobinos e girondinos e o que chamam de “período do terror”. Eu necessito urgente fazer uma releitura dessa minha vaga visão sobre esse período importante da história, pois estou me sentindo incompleta nesse ponto.

    Muito obrigada por excelente oportunidade que oferece em compartilhar suas pesquisas, orientação e conhecimento.

    Grande Abraço.
    Rebeca Alves de Souza Garcia

    • annagicelle janeiro 20, 2016 às 11:02 am #

      Oi Rebeca, agradeço muito sua mensagem. 🙂 A sua sugestão é pertinente, mas não posso prometer o vídeo para breve porque estou com algumas dificuldades pessoais para resolver. Sobre o filme Danton eu gostaria de fazer um aparte. É um belo filme, mas não é acurado historicamente. É um filme de 1983, de antes da derrocada dos regimes do leste europeu e o diretor Andrzej Wajda, sendo polonês e estando sob censura, usou um tema da Revolução Francesa para recontar um episódio da política polonesa. Esse é um filme que foi execrado pelos historiadores e políticos franceses por não retratar adequadamente nem Danton e nem Robespierre. Eu o considero um belíssimo filme do ponto de vista da ciência política e do modo como retrata o recrudescimento de qualquer processo revolucionário, mas não é uma boa fonte para estudar a Revolução Francesa. Esse é um problema recorrente com filmes, porque os diretores usam “licenças” narrativas para incluir problemas de sua própria época nas questões do passado. Na historiografia francesa existem dois clássicos sobre Revolução, que se opõem no diálogo historiográfico: Michel Vovelle (ele tem vários livros sobre o tema e o mais conhecido é A revolução francesa) e François Furet (também com uma série de livros sobre o tema). Vovelle tem uma interpretação modernista e Furet desconstrói a narrativa e considera a Revolução um mito. A disputa entre os dois é muito interessante para quem estuda Teoria da História também, além da própria Revolução. Existe também George Rudé, que escreveu “A multidão na História”, que é um livro que trata dos motins populares e propõe algumas questões sobre o processo revolucionário. Se você se interessa pelo tema, esses são autores importantes. Sobre os mais modernos, eu não tenho muita intimidade porque estou fora dos meios acadêmicos há mais de uma década. Se você precisar debater suas dúvidas, fique à vontade 🙂 Um abraço!!

  7. Paulo janeiro 23, 2016 às 12:53 am #

    Olá, Professora Anna!
    Escrevo para lhe parabenizar pelo desprendimento e carinho com que prepara e apresenta as aulas pelo YouTube.
    É absolutamente perceptível seu prazer pelo conhecimento e sua satisfação em transmiti-lo. Em um mundo tão carente de gestos desta natureza, vc merece todo o nosso reconhecimento.
    Sou da área jurídica e concursado, mas gosto muito das ciências humanas em geral, notadamente filosofia e história.
    Seus vídeos e indicações de livros me incentivam fortemente a perseguir nos estudos. Tenho vontade de ingressar em uma pós-graduação em uma das áreas, vamos ver.
    Não tenho FB e procurei esse contato para lhe dizer simplesmente MUITO OBRIGADO!
    paulo

    • annagicelle janeiro 23, 2016 às 10:26 am #

      Eu que agradeço a gentileza deste retorno, é bom saber que estou ajudando e fico muito feliz. 🙂

      • Paulo janeiro 26, 2016 às 3:57 pm #

        Professora Anna, dentre os excelentes vídeos publicados, tenho assistido a alguns sobre teoria e filosofia da história. A forma de evitar resenhas e trazer uma abordagem inicial e convidativa à reflexão (e à leitura efetiva das obras) é digna de nota e realmente desperta o interesse. Dentre as obras que tenho pesquisado (e adquirido), estão algumas de José Carlos Reis, da UFMG. Uma delas achei bem interessante: História da consciência histórica ocidental contemporânea: Hegel, Nietzsche e Ricoeur. Se possível (não sei como estão os inúmeros pedidos de vídeos, não há pressa alguma), poderia trabalhar esses pensadores na teoria e filosofia historicas e, se possível, a visão do referido autor sobre o tema?
        Agradeço de antemão!

  8. Lúcio de Lavôr julho 5, 2016 às 12:23 am #

    Professora, boa noite,

    Primeiramente, Fora Temer!

    Tento acompanhado seu excelente trabalho no youtube e gostaria de parabenizá-la pelas iniciativa, que só faz aumentar a vontade de graduar-me em História.

    Tenho pesquisado as faculdades que ofertam esse curso aqui em Fortaleza e o encontrei na UFC, a UECE (que está à cinco meses em greve), o IDJ (particular) e a Estácio (particular e ainda por cima à distância).

    Perdi o ENEM. Pra esse ano me restaram apenas as particulares.

    Vale a pena pena fazer esse curso à distância? Se sim, existem outras opções Brasil afora? Ou melhor seria mesmo esperar o ENEM do ano que vem para fazer o curso numa universidade pública, mesmo correndo risco das constantes greves? Ou seria melhor fazer no IDJ, particular, mas presencial, mesmo desconfiando da qualidade do curso?

    Aguardo retorno e desde já agradeço.

    • annagicelle julho 5, 2016 às 12:27 pm #

      Bom dia Lúcio 🙂 Como você mesmo disse, primeiramente FORA, TEMER. 🙂 Bem-vindo ao barco dos estudiosos da História 🙂 Se você tiver disponibilidade, a melhor opção é esperar o próximo ENEM e cursar uma universidade pública. Mesmo com as greves e todos os acidentes de percalço, o ensino público tem maior rigor acadêmico e possibilidades de continuidade da carreira. As faculdades particulares preparam apenas para a licenciatura e não oferecem a possibilidade de extensão e pesquisa. O ensino a distância ainda está muito precário e é uma modalidade muito solitária. Não só não oferece as possibilidades de interação humana presentes na universidade, como também nega ao aluno a possibilidade de diálogo com o professor, que é uma experiência fundamental de aprendizado. Explore os sites das universidades públicas de sua cidade, veja a grade curricular e as propostas dos cursos e escolha a que mais se sentir identificado. Se houver a opção de visitar o local e conversar com algum aluno ou professor para tirar dúvidas, sempre é bom. A escolha de um curso superior é importantíssima e precisa ser feita sem afobação, considerando os mais variados aspectos envolvidos. Quem sabe esse período de espera você possa utilizar se preparando melhor. 🙂 Boa sorte, espero que você passe e siga em frente com a carreira. 🙂

  9. danilovizibeli1 agosto 12, 2016 às 11:18 pm #

    O que escrever para a professora Anna Gicelle? Há dias venho pensando nisso. Conheci seu trabalho pelo YouTube, também sou apaixonado e entusiasta das novas tecnologias. Parabéns pelo trabalho antes de tudo. Ficou-me uma curiosidade: porque você (permita-me chamá-la assim) não prosseguiu na carreira docente e também tem publicado pouco em termos de artigos em periódicos e livros (vi pelo Lattes)? Sou da área da Linguistica e Comunicação, mas aprecio muito história. Estudo Análise do Discurso. Tem algum contato com essa disciplina? Abraços

    • annagicelle agosto 13, 2016 às 12:40 pm #

      Bom dia, Danilo 🙂 Obrigada por sua mensagem 🙂 A minha história é similar à de muitos dos meus contemporâneos na universidade. Tivemos uma boa formação, que ocorreu em uma época em que quase não foram abertos concursos públicos para professores nas universidades federais e estaduais. Um conjunto de circunstâncias, desde o famigerado governo FHC até a faixa etária dos nossos professores, fez com que poucos tivessem a possibilidade de fixar-se nas universidades públicas. E esse não foi o meu caso. Eu lecionei por uma década em instituições particulares de segunda linha (o que impediu que eu tivesse acesso a continuar publicando em revistas científicas) e fui demitida há nove anos, quando o mercado ficou saturado de profissionais com menos titulação e as instituições passaram a cortar custos. Entre 2005 e 2008, aqui no estado de São Paulo, houve demissões em massa de professores doutores nas PUC’s, na UNIMEP e nas faculdades de segunda linha e algumas centenas de professores tivemos que nos reinventar. Eu perdi meu lugar nesse mercado para pessoas mais jovens e com menos títulos. Prestei alguns concursos ultimamente, mas essa lacuna no meu Lattes e o tempo que levo afastada já cobraram seu preço e me tornaram “carta fora do baralho”. É esta minha atividade na internet que me impede de focar amargurada com essa situação. 🙂 Com relação à sua outra pergunta, conheço muito pouco da parte teórica da Análise do Discurso. Mas na prática, análise e desconstrução é o que mais nós historiadores fazemos. 🙂
      Um grande abraço! 🙂

      • danilovizibeli1 agosto 13, 2016 às 2:24 pm #

        Mas hoje você tem alguma outra atividade profissional, além do trabalho com as redes sociais? Sinto tudo isso na pele que você disse. Fora que há muitas cartas marcadas nos concursos.

      • annagicelle agosto 13, 2016 às 3:18 pm #

        É, você tem razão na questão dos concursos. Eu não tenho atividades remuneradas já há algum tempo. Fui dedicando-me às tarefas domésticas, que antes eu tocava do jeito que dava e minha família me apoiou muito nesta adaptação à realidade dos mercados. Tenho sorte de ter esse apoio e de ter contribuído para a renda familiar por tanto tempo, que agora posso desacelerar sem que me seja cobrado o essencial para a sobrevivência. Quando me aposentar, vou ter que viver com pouco, mas isso já era previsível 🙂

      • danilovizibeli1 agosto 13, 2016 às 5:04 pm #

        Anna, te admiro ainda mais. Acredito que vier com pouco é luxo de poucos. Hoje há um impulso do capitalismo para podermos comprar, gastar, dar ao luxo de todos os prazeres possíveis, quando na verdade precisamos de bem pouco para viver. Precisamos de um pouco de comida e água por dia, algumas condições higiênico-sanitárias, um lugar pra dormir e algumas roupas já que nossa sociedade não é nudista ou naturista. Fora isso, o resto é supérfluo. Estou fazendo Doutorando mas venho pensando muito nessas questões da docência. Até porque amo a minha pequena cidade, não quero deixá-la e já tenho um emprego (público inclusive) mas na área técnica. E que bom que você cuida da casa e pode se dedicar ao trabalho com blog, canal e ainda pode fazer suas leituras com uma suposta calma a mais, pois a vida de uma casa é muito corrida! Abraços continuarei lhe seguindo e fazendo comentários.

      • annagicelle agosto 13, 2016 às 8:00 pm #

        obrigada 🙂 boa sorte com seus projetos 🙂

  10. Ariel Elias do Nascimento novembro 28, 2016 às 1:02 am #

    Anna boa noite,
    Estou ensaiando escrever há um tempo… venho acompanhando seus vídeos com certo gosto por conta de proximidades teóricas que ambos (você e eu) pensamos a História… contudo, o que me motivou mesmo a escrever estas linhas foi o conteúdo de três vídeos que assisti.
    E o motivo não é nem por conta de dúvidas, sugestões, ou pedidos; é mais saudosismo mesmo. Fui o último orientando do mestrado do prof. Amaral Lapa, onde ele me orientou na pesquisa sobre os judeus em Campinas. Fui muito amigo do Chico “manco”, aluno da Mirza e amigo de Ângelo…. só não nos cruzamos por fração de segundos do pretérito.
    Deixo meu email aqui… respondendo o emial, continuamos a conversa.
    ariel.elias@hotmail.com
    ps: seus vídeos são muito bons… e as entrevistas na rádio, melhores ainda…

    • annagicelle novembro 28, 2016 às 11:09 am #

      Com essas credenciais, Ariel, seja bem-vindo 🙂 Vou mandar um e-mail para estabelecer contato 🙂 Abraço 🙂

  11. Cristian Bianchini de Athayde dezembro 19, 2016 às 8:20 pm #

    Professora, bom dia.

    Sou aluno de graduação em História pela UFRGS e comecei a acompanhar os seus vídeos tem uma semana. Gostaria de te passar meus sinceros sentimentos de alguém que admira pessoas como a senhora: pessoas que auxiliam e estimulam o aprendizado de forma humilde, apaixonada e sincera.
    Deixo registrado, portanto, meu apreço tanto pela sua iniciativa em compartilhar seu conhecimento através dos veículos sociais, quanto por estimular reflexões que vão muito além de qualquer formação acadêmica, contribuindo para nossa formação humana. Sua atitude não é mera gota positiva em um oceano de problemáticas e desânimos: ela é um horizonte estimulador e belo, capaz de fomentar sensações de mudança nas pessoas.

    Um forte abraço, e um belo 2017 para a senhora.

    Cristian Bianchini de Athayde.

  12. Bruno Godoi Barroso abril 22, 2017 às 3:24 am #

    Boa noite​ Professora.
    Estou cursando o mestrado em História Social pela PUCSP, enfrentando muitas dificuldades, sobretudo, pela minha graduação deficitária.
    Na última semana, em uma aula da disciplina “Cultura e Representação”, estamos discutindo um texto do Pierre Nora a respeito da memória… Resgatando até algumas questões em relação ao livro do Maurice Halbwachs (Memória Coletiva), eu fiz uma fala apontando para a memória coletiva como um “campo de disputas”. A Professora da respectiva disciplina não concordou comigo, dizendo que pelo contrário, a memória é um campo de convergências.
    Fiquei um tanto confuso…Nesse sentido, gostaria, se possível, que vc pudesse iluminar um pouco essa questão.
    Desde já agradeço pela sua atenção, gostaria de dizer também, que sou um assíduo “telespectador” do Cantinho.

    • annagicelle abril 22, 2017 às 3:28 pm #

      Oi Bruno, obrigada por sua mensagem 🙂 Você pegou uma questão bem espinhosa porque a memória é um campo de estudos que varia conforme a área de abordagem. Da História à Psicanálise, da Sociologia à Filosofia, cada área entende a memória de maneiras diferentes e existe (no campo histórico) uma disputa imensa pela construção da memória. Você pode ver isso na impossibilidade de conciliação entre a memória de torturadores e torturados durante o período da ditadura aqui no Brasil. 🙂 Eu creio que um livro que pode ajudar você é Memória do mal, tentação do bem – de Tzvetan Todorov. Quando eu li me ajudou muito a pensar essas questões da memória viva, dos testemunhos e das narrativas. 🙂

      • Bruno Godoi Barroso maio 9, 2017 às 2:25 pm #

        Muito obrigado Professora!!!

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